Walter Barelli - economista e professor

Setor de Varejo

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O Instituto Via de acesso realizou, em 2 de maio, em sua sede, a 3ª mesa-redonda, de um total de 10, sobre o tema central "Educação, Trabalho e Empreendedorismo para o Jovem Estudante Brasileiro", com as discussões, desta vez, objetivando identificar o cenário e oportunidades para os estudantes no setor do varejo.

A coordenação geral dos trabalhos ficou sob a responsabilidade do Deputado Federal e Conselheiro do Instituto Via de acesso, Walter Barelli. A moderação coube aos professores, Eduardo Najjar e Alfredo Passos.

Participaram das discussões, os professores de Varejo Claudemir Cavalcanti da Puc/SP e Djair Pereira, do Grupo Flamingo, além do professor da ESPM e consultor, José Predebom, do consultor de Varejo, Edson Zogbi e do superintendente do Instituto Via de Acesso, Ruy Leal.

Considerou-se para as discussões um cenário de tendências de curto, médio e longo prazos, destacando-se:

  • Curto prazo: continuidade do processo de eliminação do médio varejista, com o espaço para os grandes grupos e as pequenas empresas do setor.
  • Médio prazo: mercado segmentado em 10 grupos principais - 1)super e hipermercados; 2) construção e decoração; 3) esportivos, farmacêuticos e cosméticos; 4) brinquedos, educação e universo infantil; 5) automóveis, transporte e viagens de negócios; 6) informática, tecnologia do lar e do escritório; 7) presentes, utilidades domésticas, cama, mesa e banho; 8) moda; 9) lazer, viagens turísticas, entretenimento, cultura e arte; 10) serviços, mão-de-obra residencial e profissional, administrativos, financeiros e profissionais liberais.
  • Longo prazo: migração do ponto de venda físico para o eletrônico e extinção do varejo como canal de vendas.

O varejo não exerce glamour junto ao meio estudantil, especialmente o universitário. O comércio funciona 12/15 horas por dia, sábados e domingos. O universitário não está sensibilizado a aceitar essa situação. Ele pensa na imagem do varejo e não na perspectiva. Por sua vez, o empreendedor do varejo não percebe as oportunidades de renovação de seus quadros a partir da utilização correta do estudante, com o conceito de desenvolvimento de futuros profissionais e não como utilização de mão-de-obra barata.

Cada vez mais só são enxergados os investimentos em sistemas e não em pessoas. O varejo hoje é muito mais independente. Ele faz o preço e não mais a indústria.

O ensino precisa olhar o varejo como uma grande oportunidade para os seus estudantes. Maior gerador de emprego hoje é o varejo e não a indústria. Porém, é necessário ter claro o sentido e a importância da urgência no varejo. A competição é muito forte e as promoções e atividades são fundamentais para o negócio e são feitas a qualquer hora do dia, da noite ou madrugado. É um mundo muito diversificado e diferente para a realidade atual das escolas e de seus estudantes.

No varejo há muitas oportunidades para os empreendedores que queiram e saibam atuar no suporte ao varejo. Muitas empresas são necessárias, cada vez mais, para atuar ao largo do varejo.

Há muita atividade de varejo na periferia, mas não há profissionais adequados a essa realidade. Como essa, há outras realidades não exploradas e passíveis de maior atenção por parte das escolas. Interessante seria trazer o empresário do varejo para discussão em sala de aula dessas realidades e carências.

Propostas:

  • Aproximar as escolas do varejo e vice versa;
  • Trabalhar a imagem do varejo junto aos estudantes;
  • Preparar programas de estágio com objetivos de formar quadros mais profissionalizados;
  • Participação da indústria na formação de quadros no varejo para futura atuação na própria indústria;
  • Atenção das escolas às oportunidades de empreendedorismo para serviços de suporte ao varejo;
  • Universidades funcionando de madrugada, com cursos voltados para o varejo;

Instituto Via de Acesso, 24/05/2005.


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